19º Salão do Humor de Americana

 

19º Salão do Humor de Americana

De 19 a 27/05 - Câmara Municipal de Americana

De segunda à sexta, das 8h às 22h
Sábados e domingos, das 9h às 17h

 

A Câmara Municipal de Americana será novamente a sede do Salão do Humor de Americana. O tradicional salão chega à sua 19ª edição, reunindo centenas de obras de humor em nove modalidades, com premiações para os melhores trabalhos de autores das cidades da região. A exposição acontece no saguão da Câmara, de 19 a 27 de maio.

 

As inscrições para o salão já estão abertas e vão até o dia 04 de maio. Neste ano, o tema sugerido é “Minha Discreta Porção Idiossincrática”, que trata da diversidade. De acordo com o organizador da mostra, Geraldo Basanella, o debate sobre a questão é um dos mais importantes da sociedade atualmente. “Estamos diante do desafio da aceitação da diversidade e da necessária tolerância diante das atitudes comportamentais próprias e difusas com que cada ser foi idiossincraticamente dotado em sua caminhada terrestre”, aponta.

 

Os interessados deverão inscrever suas obras na Biblioteca Municipal Professora Jandyra Basseto Pântano, na Praça Comendador Muller, 172, Centro. Os trabalhos podem ser enviados pelo correio ou entregues pessoalmente, de segunda à sexta, das 9h às 18h, até o dia 04 de maio.

 

As obras aceitas pelo salão são: charge, cartum, caricatura, história em quadrinhos, tirinhas, pequenos contos de humor e poemas jocosos, caricatura em escultura, mangá humor e grafite humor. Cada autor pode inscrever até três obras em cada categoria, e embora haja a sugestão de trabalhos sobre “Minha Discreta Porção Idiossincrática”, o tema do salão é livre. Os prêmios para as melhores obras variam entre R$ 50 e R$ 200.

 

19ª Salão do Humor

 

Será o segundo ano que o Poder Legislativo sediará o salão, oferecendo a estrutura e o apoio operacional. “Após o sucesso da edição do ano passado, estamos novamente convidando a população para vir à Câmara prestigiar o salão. Estamos cedendo o espaço e o apoio, não haverá gasto de dinheiro público. Vai ser mais uma grande oportunidade para os artistas e estudantes da cidade e da região expressarem sua criatividade através da veia artística que possui o salão do humor”, avaliou o presidente da Câmara, vereador Dr. Alfredo Ondas (MDB).

 

Além das obras dos autores da região, o Salão do Humor de Americana contará com trabalhos selecionados dos acervos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba e do Salão Universitário Latino-Americano da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

 

Tema sugerido: ‘Minha Discreta Porção idiossincrática’

 

Todas as pessoas tem uma percepção própria do universo material e social em que transcorre a sua existência. Cabe a todos respeito e consideração ao livre arbítrio na forma de cada um interpretar o que se oferece aos sentidos. Não distantes, estão os comportamentos decorrentes dessa percepção.

 

Tanto a interpretação quanto os comportamentos são próprios e distintos em cada pessoa e quando destoam dos nossos, adquirem contornos que podem nos parecer estranhos. Se não nos adentrarmos empaticamente em sua lógica, às vezes, o senso comum pode nos fazer considerá-los infantis, bobos, ou absurdos, nomeando seus executores de desajustados ou loucos. A tendência natural é considerarmos nossa visão como modelar, ao aplicarmos nossa visão sobre a dos demais.

 

Assim, inversamente, é comum nos policiarmos ao externar nossas percepções, evitando sermos nós o objeto de estranheza para os outros. Esse processo nos inibe ao reagir aos impulsos criativos que naturalmente nos advém. Imprimimos uma ‘externação’ comportamental que pareça ‘normal’, mesmo sendo impulsionados de outro modo. Escondemo-nos atrás de uma fachada para nos preservar da ideia que outrem possa ter de nossa tendência idiossincrática. Podemos concluir que a criação fica prejudicada por essa ‘timidez’ ao tornar pública uma ideia que poderia ser revolucionária.

 

Não queremos ser e nem parecer idiotas apesar de termos inspirações cujo comportamento decorrente possa destoar do comum dos mortais. De outro lado os avanços dependem de ideias que rompam os limites, da ignorância e da acomodação ao já existente.

 

Tomemos como exemplo, pessoas que pareciam estranhas e que ao fugirem do senso comum acabaram sendo desbravadores da ciência e das práticas hoje anexadas ao nosso cotidiano. Santos Dumont (seguidos acidentes com fraturas, porém obstinado em suas ideias), Albert Einstein (destoava dos demais estudantes), Benjamin Franklin (modo alternativo de demonstrar que o trovão era elétrico), Gandhi (a simplicidade a humildade e a inteligência), Tiradentes (era apelidado jocosamente de ‘o repúblico’ por ser adepto incondicional da forma republicana de governo. Andava com o manual da república francesa sob os braços pelas praças mineiras).

 

Muitos, por seu aspecto físico e/ou modo próprio de ser, hoje,  padecem de ofensas, invasão de privacidade e violências físicas e/ou psicológicas conhecidas como ‘bullying’. Estamos diante do desafio da aceitação da diversidade e da necessária tolerância diante das atitudes comportamentais próprias e difusas com que cada ser foi idiossincraticamente dotado e/ou aparelhado em sua caminhada terrestre.